Por que razão a crescente indústria musical brasileira é um paraíso para distribuidores e editoras discográficas

Por que razão a crescente indústria musical brasileira é um paraíso para distribuidores e editoras discográficas

Por que razão a crescente indústria musical brasileira é um paraíso para distribuidores e editoras discográficas

A indústria musical brasileira

O streaming de música tem sido um catalisador do crescimento da indústria musical brasileira nos últimos dois anos, sobretudo se tivermos em conta que três em cada quatro brasileiros têm acesso à Internet e muitos deles utilizam este tipo de serviços.

Cada vez mais brasileiros optam pelo streaming como a sua forma preferida de ouvir música. Neste artigo, partilhamos consigo algumas ideias sobre as tendências e os números da indústria musical brasileira nos últimos dois anos e no futuro.

Desempenho da indústria musical brasileira nos últimos anos

Em 2015 e 2016, as receitas da música gravada brasileira diminuíram, mas nos últimos três anos registaram um crescimento sem precedentes. Isto é ainda mais impressionante se pensarmos no enorme impacto que a Covid-19 teve no Brasil.

De acordo com um relatório da IFPI, as receitas provenientes da música gravada no Brasil cresceram 13,1% em 2019, com um aumento de 23% nas receitas provenientes do streaming.

Em 2020, o mercado brasileiro de música gravada registou um aumento de 30% nas receitas, comparando o período de janeiro a setembro de 2019 com o mesmo período do ano seguinte.

Atualmente, o Brasil é o décimo maior mercado mundial de streaming e o líder da indústria musical na América Latina.

No relatório da Music Ally sobre o perfil do mercado musical no Brasil, Paulo Rosa, presidente da Pró-Música Brasil, afirma que o bom desempenho nos três primeiros trimestres de 2020 se deveu às subscrições e às receitas publicitárias decorrentes do streaming interativo de música em plataformas de áudio e vídeo.

Previsão de receitas do setor da música digital no Brasil

As estatísticas apontam para um futuro muito promissor para o setor da música no Brasil: as receitas previstas para a indústria da música digital no Brasil em 2021 rondam os 527 milhões de dólares.

A taxa de crescimento prevista entre 2021 e 2025 é de 10,33%, o que significa que o volume de mercado esperado deverá atingir os 781 milhões de dólares em 2025.

Como já foi referido, a quota de mercado do streaming de música aumenta de dia para dia. O volume de mercado previsto para o segmento do streaming rondará os 500 milhões de dólares em 2021.

Prevê-se que a percentagem de utilizadores que entram no setor da música digital aumente de 16,5 % em 2021 para 21,6 % em 2025, com receitas médias de 14,92 dólares por utilizador.

Os serviços de streaming de música (DSP) mais populares no Brasil

A indústria da música em streaming está a crescer exponencialmente no Brasil, mas quais são as plataformas de streaming mais populares?

Em 2011, o Brasil deu os primeiros passos no streaming de música com a chegada do Rdio. Naquela altura, o streaming de música ainda não era muito comum. Mas, em 2014, outros serviços, como o Spotify, estabeleceram-se no Brasil e aceleraram o crescimento deste formato, que é agora a forma mais popular de consumo de música no país: 77% de todas as receitas provenientes do consumo de música provêm do streaming.

De acordo com o Statista, o serviço de streaming de música mais popular entre os utilizadores de smartphones no Brasil em 2020 foi o Spotify (61%). Muito atrás ficaram o Deezer (16%), o Amazon Music (9%) e o YouTube Music (4%).

De todas as receitas provenientes da música gravada em 2019, o Spotify foi responsável por 45%.

O Spotify Lite tem contribuído especialmente para o crescimento do streaming, graças ao seu consumo reduzido de dados.

Mia Nygren, diretora-geral do Spotify para a América Latina, afirmou à Music Ally: «A América Latina é um dos mercados mais importantes para o Spotify Lite a nível global. Desde o seu lançamento oficial em julho de 2019, constatámos que os nossos utilizadores no Brasil foram os que mais música ouviram em streaming através do Lite, de entre todos os 37 mercados em que a aplicação está disponível.»

Música brasileira

Carlos Mills, da ABMI, a Associação Brasileira de Música Independente, explica que o Brasil não tem uma grande base de utilizadores da Apple, pelo que o Apple Music não é tão popular no país como outras plataformas. Além disso, o YouTube Music não consegue angariar assinantes tão rapidamente, apesar de contar com uma grande base de utilizadores do YouTube.

No entanto, Mills também destaca o modelo de negócio de sucesso do Amazon Prime e a forma como este ajudou a empresa a crescer rapidamente no Brasil. Embora o serviço de streaming de vídeo seja bastante popular, ainda não conseguiu superar o Deezer no que diz respeito às subscrições de serviços de música.

O Napster foi um dos serviços musicais que contribuiu para o crescimento do streaming de música no Brasil, mas, em agosto de 2020, a plataforma foi vendida à empresa de concertos de realidade virtual MelodyVR.

Manipulação e prevenção do streaming

A manipulação do streaming tem sido um grande problema no Brasil, mas uma organização formada pela IFPI, pela Pro-Música Brasil (a sua filial brasileira), pelo organismo brasileiro de combate à pirataria APDIF e pela polícia local colabora para detetar e eliminar os sites de streaming falsos.

Quando descobrem uma «fazenda de streaming falsa», enviam imediatamente uma notificação de cessação e desistência (um documento destinado a pôr fim à atividade supostamente ilegal e uma advertência caso tentem retomá-la de qualquer outra forma possível).

Ações como estas têm dado frutos e estas organizações estão a melhorar a deteção de «fazendas» de streaming e a livrar a indústria musical dessas práticas.

Além disso, agora as regras para publicar música são mais rigorosas.

O Brasil está a aplicar leis locais para proteger os criadores e as editoras discográficas, reforçando os metadados adicionados nas plataformas de streaming.

A música deve ser carregada de acordo com os requisitos da legislação brasileira, que obriga a incluir as informações relativas ao compositor nos metadados das versões.

E, se és utilizador do SonoSuite, deves saber que temos um departamento específico para este tipo de questões. O nosso departamento de controlo de qualidade dedica-se a identificar quaisquer violações dos direitos de autor.

O novo programa de aceleração digital irá impulsionar a inteligência artificial (IA) e a aprendizagem automática (ML) no Brasil

No passado mês de novembro, a Sony Music lançou um novo Programa Acelerador Digital no Brasil para acelerar o desenvolvimento da Inteligência Artificial (IA) e da Aprendizagem Automática (ML) na indústria musical local.

A gigante da música colabora com empresas de desenvolvimento e comunidades de startups do Brasil para explorar de que forma estas tecnologias podem oferecer soluções que contribuam para o desenvolvimento da carreira dos artistas e para as experiências dos fãs.

A Sony Music está também a ampliar a formação e a adoção interna de soluções tecnológicas de IA e ML, com ferramentas como o Brainstorm e o LinkedIn Learning para colaborar virtualmente.

O Programa de Aceleração Digital visa melhorar as experiências musicais das pessoas em todo o Brasil, por exemplo, utilizando inteligência artificial e aprendizagem automática para ajudar as pessoas com deficiência auditiva a ouvir música.

A Sony Music também está a estudar iniciativas para ajudar os jovens de meios desfavorecidos a desenvolver as suas competências digitais.

Para dar o pontapé de saída à iniciativa, a Sony Music lançou um desafio de hackathon com o objetivo de encontrar ideias para novas ferramentas e experiências musicais impulsionadas pela IA e pelo ML.

A indústria musical brasileira: um mercado em expansão

A indústria musical brasileira registou um enorme crescimento nos últimos dois anos e o futuro parece muito promissor. Existe um grande potencial para que novas empresas do setor musical entrem neste mercado.

Embora pudéssemos estar um pouco céticos quanto à manipulação do streaming, agora podemos ver que esta está claramente a diminuir. Especialmente quando uma grande empresa discográfica como a Sony Music está a explorar o mercado brasileiro, com o foco na tecnologia de IA e ML, num país onde a indústria musical ainda não atingiu o seu ponto de maior saturação.

Se tem uma empresa de distribuição musical ou uma editora discográfica, pode distribuir facilmente os catálogos dos seus artistas para os principais serviços de streaming de música do Brasil (YouTube Music, Spotify, Deezer e Amazon Music) com a nossa solução de plataforma SaaS de marca branca: a SonoSuite. Não hesite em solicitar uma demonstração com um dos nossos especialistas para que lhe mostre como funciona.

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Etiquetas:Apple MusicDeezerdistribuição de música digitalmetadadosmúsica em streamingeditora discográficaSpotifystreamingmúsica no YouTube

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